Nos últimos treinos do Paysandu antes da viagem de hoje rumo a Salvador (BA), onde amanhã enfrenta o Jacuipense-BA, o trabalho na Curuzu passou pela preparação para a primeira das cinco decisões que restam nessa primeira fase da Série C. Segundo o técnico João Brigatti, ele tem evitado fazer contas para cada jogo e sim pensar somente no compromisso mais perto, no caso contra a equipe baiana. Ele garante que a melhor tática é se focar num passo de cada vez.

“Não trabalho com uma pontuação exata (para classificação) e sim jogo a jogo. Passo aos atletas a importância de estar sempre pontuando. Não conseguimos a vitória na rodada passada, mas aquele ponto foi importante no cenário geral da Série C”, disse o treinador, que espera um confronto muito complicado, mas possível de ser vencido. “Vamos encontrar dificuldades nesse jogo agora, mas temos condições de trazer uma vitória e melhorarmos nossa situação na classificação”.

Brigatti garante que, passadas duas semanas de treinamentos, o elenco já assimilou bem mais o que ele pretende como um Paysandu mais forte em busca da classificação para a fase seguinte. Um time forte no ataque e sólido na defesa é o que pode pintar no gramado do Pituaçu.


“O entendimento dos atletas quanto ao meu trabalho foi muito bom. No último jogo nós estivemos melhores, mas algumas coisas não deram certo em alguns pontos. Acredito que com os treinos a equipe vai ser mais equilibrada dentro de campo”, afirmou. “O que dá para mudar é saber que almejamos a classificação, que necessitamos de todos dentro do elenco, do time, que dá para ser uma equipe ofensiva e ao mesmo tempo forte na marcação. O importante é estarmos unidos em campo”, finalizou Brigatti.

Juninho confiante para somar ao time

Com a chegada do novo treinador, o meia Juninho voltou a ter chances no time titular do Paysandu. O jogador vem bem, mas não consegue manter o rendimento ao longo dos 90 minutos. Ele garante que vem numa crescente, vivendo seu melhor momento desde que chegou a Curuzu. “Me sinto muito bem, confiante e acho que estou melhorando e a cada jogo, com trabalho, posso somar mais ao time”, afirma.

“A gente trabalha para poder criar mais e aproveitar. A bola não está entrando, mas estamos focados nisso e uma hora a bola vai entrar. Mas, não estamos desesperados. Todo o trabalho é de acertos da equipe, da defesa ao ataque, para acertarmos o que está faltando”.

O meia é um dos poucos do elenco que arrisca chutes de longa distância, ao lado de Vinícius Leite e Alex Maranhão. “Temos que tentar sempre, ter mais confiança em arriscar, de tentar. A gente tem que tentar mesmo que erre alguns chutes durante os jogos, porque uma hora a gente acerta”.

(Diário do Pará)