Para o confronto decisivo diante do Ferroviário-CE, o PSC já tem alternativas bem mais interessantes para compor o setor de meio-campo. Além do recém-contratado Fazendinha, o técnico Roberto Fonseca poderá contar com outro reforço recente, o semi-desconhecido José Aldo. Há, ainda, a alvissareira recuperação de Ruy, que finalmente “estreou” nos jogos contra Tombense e Santa Cruz.

Desde a era Vinícius Eutrópio, o PSC não tinha um leque tão generoso de opções para o setor mais importante do time. Subitamente, sob o comando de Roberto Fonseca, o clube conseguiu achar jogadores para compor a meia-cancha. Tudo depende agora da observação e das escolhas do técnico.

Será que a excelente campanha de Fazendinha no Castanhal servirá de referência para Fonseca? Ou, a exemplo do que ocorre com Danrlei, ele irá preferir opções importadas? São dúvidas legítimas, baseadas no comportamento do treinador desde que assumiu o Papão, no que não se diferencia de outros profissionais que passam pelo futebol paraense.

A tendência é que Ruy, depois da atuação destacada diante do Santa Cruz, seja mantido. Seria justo e coerente. Está mais adaptado ao time e às características dos companheiros. José Aldo treina há apenas uma semana. Fazendinha acaba de chegar.

Tudo parece se encaminhar positivamente para que o time tenha um rendimento satisfatório nos dois jogos fora de casa, contra Ferroviário e Altos-PI. Nos últimos dias, porém, fora de campo as coisas quase saíram de controle. A diretoria revelou a intenção de fazer novas contratações e liberar outros jogadores. Mesmo que isso vá acontecer, a prudência e o bom senso recomendam evitar alardes.

Por um ataque que realmente funcione


A produção ofensiva remista é um dos pontos mais questionados na campanha da equipe na Série B. Detentor de alto índice de posse de bola, o Remo não consegue deslanchar na artilharia. Fica óbvio que essa distorção existe porque a troca de passes, em boa parte do tempo, é improdutiva.

Para encarar o Vitória-BA amanhã, o técnico Felipe Conceição tem a opção de escalar Renan Gorne, que ficou fora do confronto com o Botafogo por suspensão. O caso de Gorne é curioso. Faz gols em ritmo tímido, mas tem importância no balanço ofensivo porque é o único centroavante de ofício no elenco.

Jefferson, que tem entrado bem no decorrer das partidas, poderia ser testado por ali também, visto que tem envergadura física para atuar dentro da área e é um bom finalizador. Ocorre que, pelo que se observa, Felipe ainda não atentou para essa possibilidade.

Volta da torcida gera mais confusão do que alegria

Como tudo no país das muvucas, a programação da volta da torcida aos jogos de futebol passa por percalços de toda ordem. Na Série A, desenha-se um sururu jurídico de grandes proporções, a partir da conhecida postura do Flamengo de levar vantagem a qualquer custo. Os demais clubes não irão aceitar os caprichos de Landim & cia., o que abre caminho para arengas que podem comprometer até a continuidade do campeonato.

Na Série B, ficou para 17 de setembro uma nova reunião extraordinária do Conselho Técnico da Série B com premissa arriscada e desde já polêmica: a ideia é aprovar a volta de público aos estádios, caso 80% dos municípios estejam liberados. Se confirmada a decisão, a rodada de 19 de setembro já seria com torcida nos estádios.

É mais do que previsível a confusão que isso vai gerar para a organização dos jogos. Os clubes terão apenas dois dias apenas para gerenciar venda de ingressos, providências administrativas e execução do protocolo sanitário. Em Belém, a determinação da Sesma é para que a venda de ingressos se inicie quatro dias antes do jogo.

Não se pode esquecer também a desigualdade que o retorno dos jogos vai provocar na disputa. Afinal, clubes que sejam impedidos de reabrir estádios em suas cidades ficarão em claro prejuízo na comparação com os demais. A CBF, como sempre, adota medidas sem levar em conta os riscos de questionamentos jurídicos mais à frente.

É óbvio que os clubes que se sintam lesados pela decisão do Conselho Técnico irão buscar reparação no âmbito da justiça. Já há quem pretenda fazer isso em relação à exceção aberta para o Cruzeiro, que foi o único clube da Série B beneficiado com público no estádio – na partida contra o Confiança, no Mineirão.

Direto do blog campeão

“Se Danrlei, notadamente muito melhor que os jogadores que entram como titulares, às vezes nem figura no banco, imagine Fazendinha. O atual entregador de camisas bicolor jamais irá lançar o meia logo como titular da equipe. Fazendinha vai acabar perdendo ritmo de jogo. Desperdiçou a grande oportunidade de gravar seu nome na possível ascensão do Castanhal à série C de 2022”.

Miguel Carvalho

Atletismo define vagas para o Norte-Nordeste

A Federação Paraense de Atletismo (FPAt) programou para sábado (11), às 8h, o 1º Festival Paraense de Atletismo. O evento, que leva o apoio da coordenação do Curso de Educação Física da Uepa, vai se realizar na Escola Superior de Educação Física. Os atletas inscritos irão disputar vaga no Campeonato Norte-Nordeste Adulto que ocorre, ainda neste mês, em S. Luís (MA).