O empate em Cuiabá, 0 a 0, anteontem, pela 12ª rodada da Série C, pode não ter sido o resultado dos sonhos da torcida azulina, mas passa longe de ser um resultado ruim. A sensação de lamento é maior por causa das chances desperdiçadas pelo time azulino. Houve, ao longo da partida, ao menos três chances claras para o Remo abrir o marcador e o ataque não soube garantir. Mas, se o ataque não fez, a defesa por sua vez também não deu oportunidades ao adversário. Essa foi a interpretação do técnico Léo Goiano.

“Vejo um processo de evolução. Fomos muito sólidos defensivamente, exceto um ou outro duelos individuais, que há necessidade de correção. Mas hoje o time se entrega muito, ninguém pode negar. Agora, é preciso ser mais eficiente. Temos de criar oportunidade de gols e matar, porque o adversário quando tiver a chance não perdoa”, comentou o comandante azulino.

Léo comentou que, apesar do pouco tempo que teve para conhecer os jogadores e testar opções, conseguiu encontrar uma formação eficiente no esquema, com 3 volantes. “Defensivamente o time foi muito compacto, mesmo com três volantes, e conseguiu dar intensidade ofensiva. Tanto que perdemos várias chances de concluir. Agora, cada jogo é uma história, e não tenho certeza se para a próxima partida manteremos o sistema ou vamos tentar uma mudança”, avaliou.


CONDICIONAMENTO

Outro fator que cita como de evolução do time é o fato de não ter queimado as 3 substituições ao longo da partida, uma situação recorrente desde o começo por questões físicas. “Tínhamos um problema crônico no aspecto físico. Foi evidente que fomos mais vigorosos fisicamente em Cuiabá, mas esse vigor passa também pela organização tática. Você corre menos errado e se desgasta menos. Acredito que a equipe foi muito madura nesse sentido. Não dá pra ter o ápice físico nesse momento, então temos de ser objetivos, dedicados e “correr melhor”, explica Léo Goiano.

Para Léo Goiano, dirigir o Remo é ‘gostoso!’

A posição de treinador de clube de futebol de massa é sempre sujeita a tempestades e cobranças. No Clube do Remo, no ano de 2017, as coisas parecem ter se amplificado. Se no ano anterior Waldemar Lemos comandou, sem transtornos, o Leão por quase toda disputa da Série C, esse ano Léo Goiano já é o terceiro técnico do time na competição. Mesmo com apenas três jogos a frente do clube, e resultados bons no geral, o jovem comandante não esconde que já vem recebendo cobrança, mas encara de uma formam muito positiva. “Não é difícil ser técnico do Remo, é gostoso. É muito gostoso!” comenta.

Ex-jogador com passagem por alguns clubes de grande torcida, como o Vila Nova-GO, Léo afirma que a cobrança diferenciada, em relação a clubes de menor porte, é um fator de motivação. “A semana de treinos é uma semana intensa. O torcedor é apaixonado, acompanha, reclama, exige. E isso é estimulante, mexe com a gente, com todos nós. Quando entendemos isso, damos uma cota maior de sacrifício e nos dedicamos mais. Não reclamo”, filosofa Goiano.

(Taion Almeida/Diário do Pará)