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O sistema prisional do Japão é um dos mais rígidos de todo o planeta e a pena de prisão perpétua e de morte é legal no país. Esse tipo de sentença é aplicado aos condenados pelo crime de assassinatos e as execuções são realizadas por enforcamento.

Na semana passada, a sentença de prisão perpétua foi aplicada a enfermeira Ayumi Kuboki, de 34 anos. Ela foi condenada por matar três pacientes por meio de soros intravenosos com desinfetante no Japão.


Durante o julgamento, a profissional da saúde confessou ter matado três pacientes que tinham entre 70 e 80 anos.

No entanto, no dia de sua prisão, Ayumi revelou a policia que havia matado 20 pessoas no período de dois meses. Porém ela se recusou a falar sobre esse fato durante o seu julgamento que aconteceu na última terça-feira (9/11) no tribunal de Yokohama.

O juiz do tribunal distrital de Yokohama afirmou que pensou em condená-la à pena de morte, mas mudou de decisão porque a enfermeira disse estar arrependida e quer pagar pelo seu crime. “Há uma possibilidade de que ela se reabilite”, disse.

Em entrevista à emissora pública japonesa NHK, o filho de uma das vítimas discordou da pena aplicada. “Ela matou pessoas inocentes por motivos egoístas e não foi condenada à morte. Está errado”.