O esporte é feito de trajetórias que desafiam o tempo e transformam atletas em verdadeiros símbolos nacionais, cujas marcas parecem destinadas à eternidade. Esse é sem dúvidas o caso de Oscar Schmidt, o maior cestinha da história do Brasil e um dos maiores atletas do basquete mundial, que faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos.

Em uma última homenagem que recebeu em vida, Oscar Schmidt foi oficialmente incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) este mês, em uma cerimônia que coroou uma vida dedicada às quadras.


A homenagem celebrou a trajetória do atleta de 68 anos, que marcou época ao disputar cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre Moscou-1980 e Atlanta-1996. Nessas participações, Oscar acumulou 1.093 pontos, marca que permanece como um recorde absoluto na modalidade.

Ele também detém o título de maior cestinha da história da seleção brasileira, com um total de 7.693 pontos. O ex-atleta não pôde comparecer presencialmente ao evento, realizado no dia 8 de março no Rio de Janeiro, em decorrência de uma cirurgia. Na ocasião, ele foi representado por seu filho, Felipe Schmidt.

Felipe falou sobre o significado da honraria e a dedicação de seu pai. “A gente está honradíssimo de estar aqui nesse momento, porque a gente sabe de tudo o que o meu pai se dedicou ao basquete, principalmente a seleção brasileira e ao COB, porque uma das suas maiores felicidade era defender o Brasil nas Olimpíadas. Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias. Ele está extremamente honrado por ter recebido esse último grande mérito, que é entrar para o Hall da Fama do COB. Ele está em casa, se recuperando, está bem, só um pouco cansado”, afirmou o filho de Oscar.

Trajetória internacional e conquistas históricas

O prestígio de Oscar Schmidt atravessa fronteiras, sendo ele também integrante dos Halls da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e da NBA, a liga norte-americana. Ele recebeu a honraria dos Estados Unidos mesmo sem nunca ter atuado na liga do país. O jogador também figurou na lista dos 100 maiores atletas de todos os tempos da modalidade. Entre seus feitos mais memoráveis está a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Naquela final histórica, a seleção brasileira superou os donos da casa, então considerados soberanos no esporte, pelo placar de 120 a 115.

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