Tem muito alarde, o Clube do Remo segue com a sua estratégia de lapidar atletas para a formação do seu próximo elenco. Logo cedo, às 9h, no estádio Baenão, os azulinos farão o segundo jogo-treino desde o início do “laboratório” com os profissionais em observação, desde o começo da iniciativa neste mês de outubro. O coletivo será diante do time do Paraense, que disputa a Segundinha do Estadual.

pesar de necessário, o nível do embate, em um primeiro momento, não está sendo a prioridade para os remistas. Como alguns jogadores estavam parados e até mesmo com expectativa de disputar a Segunda Divisão do Paraense, o desempenho tático é o que irá pesar na balança de avaliação. O mesmo vale para a agremiação de Marituba, que poderá seguir ativa devido o adiamento de sua partida pela Segundinha.

Dessa maneira, embora denominado de jogo-treino, na realidade, tal compromisso está sendo mais encarado como “coletivo-teste”, justamente pelo processo de avaliação. De acordo com o treinador João Nasser Neto, o Netão, o individual será fundamental nas decisões finais. “A gente tem em mente algumas coisas, alguns destaques, mas como gosto sempre de falar, é que o tempo curto não diz nada. Temos um período estipulado e vamos cumprir ele antes de qualquer decisão, mas o desempenho, aquilo que pode ser considerado diferente, é o que estamos buscando”, disse Netão.

CAMISA 9


Há anos a posição de centroavante no Clube do Remo tem sido uma função quase que excluída em campo. Sempre são vários postulantes ao cargo, no entanto, nenhum com a mínima qualidade necessária para assumir a responsabilidade. Por isso, um dos focos nessa triagem para o grupo do futebol profissional será rigorosa com a camisa 9. E quem se diz pronto para assumir a jaqueta dos artilheiros é o argentino Sergio Sosa, de 24 anos.

Após participar da primeira, segunda e terceira divisão do futebol da Argentina, o atacante quer aproveitar a sua experiência no Brasil, especificamente em Belém, onde está há dois meses. Inicialmente programado para defender o Tiradentes pela Segundinha, chegou a somar quatro gols em quatro amistosos, todavia, por questões burocráticas, relativas à documentação de transferência, o hermano acabou barrado.

Porém, a saída do Tigre acabou sendo benéfica. Como explicou o empresário do atleta, Brenno Leal, o Remo sempre foi um dos desejos de Sosa, dessa maneira, os treinamentos estão sendo encarados como finais de campeonato para o mesmo.

“Ele acompanha o futebol daqui e sabe do peso, da tradição dos dois grandes. Quando surgiu a possibilidade do contato com o Ari (Barros, gerente de futebol), ele não pensou duas vezes”, comentou Brenno. “Ele está determinado com isso, adaptação clima, idioma. Aquela essência de jogador argentino, sabe? Ele quer desempenhar com a camisa do Remo”, disse o empresário.

Sergio Sosa, aliás, mesmo sem o domínio do idioma, demonstrou personalidade ao destacar o seu desejo no Leão Azul. “Quero ser o camisa 9 do Clube do Remo. Tenho raça e posso ajudar o time”, frisou Sosa.

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(Matheus Miranda/Diário do Pará)