Na última quarta-feira, o Atlético-PR fez história e conquistou a Copa Sul-Americana de 2018. Com a taça, o Furacão conquistou pela primeira vez um título internacional, e de quebra assegurou uma vaga na próxima edição da Libertadores do ano que vem.

Artilheiro da Sula, ao lado de Benedetti, do Deportivo Cali, com cinco gols marcados, o atacante Pablo, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, contou sobre a conquista. Quando voltou da Copa do Mundo, o Atlético não estava bem: lutava para não cair. Porém, conseguiu conciliar as duas competições, e além de conquistar a taça continental, fez campanha digna no Brasileirão.

Quando questionado sobre em qual momento o time sentiu que seria campeão, o artilheiro relembrou o início de campanha ruim na Série A. Ter deixado a degola foi o grande fator decisivo para o Atlético focar na Sul-Americana e conquistá-la.

“Nossa equipe depois da Copa do Mundo estava mais focada em sair da zona de rebaixamento. Quando conseguimos, começamos a focar na Sul-Americana, porque via que tinha todas as condições de ser campeão. A gente sabia da qualidade de outras equipes, mas também da nossa”, afirmou o atleta.

Goleada como divisor de águas

Uma das vitórias mais marcantes foi a goleada por 4 a 1 contra o Peñarol, no Uruguai. O resultado surpreendente deu ao Atlético-PR mais confiança para uma arrancada rumo ao título, segundo palavras do próprio jogador.


“Aquele jogo foi muito importante. Havíamos vencido o primeiro jogo em casa por 2 a 0, e fomos para lá jogar contra uma equipe do tamanho do Peñarol, com a história que tem, na casa deles, obviamente que tinha que tomar um certo cuidado, e a gente chegou lá e fez um excelente jogo, um grandíssimo jogo, e vencemos eles com muito mérito, muito esforço. Isso é muito grandioso, e com certeza foi um fator muito importante para a gente buscar o título”, relembrou Pablo.

 

A importância de Tiago Nunes

Durante a Copa do Mundo, os holofotes não estavam tão voltados ao futebol brasileiro. Neste cenário, o Atlético demitiu o técnico Fernando Diniz. Para o lugar do ex-comandante, quem assumiu foi Tiago Nunes, treinador do sub-23.

Tiago alterou completamente o Furacão, transformando a equipe em um time competitivo, conduzindo até o título da Sul-Americana. Pablo rasgou elogios ao técnico, mas fazendo questão de relembrar as boas coisas de Diniz, que foram reaproveitadas.

“O Tiago fez um trabalho fantástico. Não tem uma descrição exata, porque foi incrível mesmo o que ele fez. É um cara muito humilde, muito coerente nas suas atitudes. A humildade é que ele usou muitas coisas que o Fernando trouxe para o Atlético, como a posse de bola. Mas ele transformou muito a equipe em um time vertical, muito agudo. Mudou o sistema, manteve a questão da posse de bola, e fez a equipe virar vertical ao extremo, uma equipe que gosta de estar com a bola e que gosta de fazer gols”, explicou o jogador.

E a permanência?

Uma das grandes dúvidas do Atlético para a próxima temporada é a permanência ou não de Pablo. Palmeiras, São Paulo e Flamengo desejam o atacante. No entanto, terão que abrir os cofres, visto que a diretoria rubro-negra pede aproximadamente 10 milhões de euros (cerca de R$ 47 milhões)

Perguntado sobre a sequência no clube, Pablo despistou. No momento, prefere aproveitar as férias e comemorar o título da Sula com a família e os amigos.

“Isso é com meu pai, meus empresários, o Mário Celso Petraglia, com o presidente. Eu deixo eles tocarem isso, eu estou mais focado agora em aproveitar minhas férias, curtir o título, minha família, meus amigos, porque acho que isso é fundamental. A gente sabe como que é a vida do jogador, de muito tempo em avião, concentração, muito tempo longe da família. Então, o momento agora é de aproveitar. Obviamente, especulações têm, mas eu deixo isso com meu pai, com meus empresários e o futuro a Deus pertence”, desconversou.

Para finalizar, relembrou que ainda tem contrato vigente com o clube e se vê adaptado à cidade de Curitiba, ele que nasceu no interior paranaense (Cambé) em junho de 1992. Cria das divisões de base do Atlético e lançado profissionalmente pelo próprio Furacão em 2011, Pablo teve passagens por empréstimo pelo Figueirense, pelo Real Madrid B (Espanha) e pelo Cerezo Osaka (Japão).  Quanto à saída, diz que ficaria feliz caso ficasse. Entretanto, garantiu que se saísse para ajudar o clube, o faria.

“Eu tenho contrato até 2021. Sou muito adaptado à cidade, minha família está adaptada à cidade. Doze anos de casa, um ciclo muito legal que eu tenho dentro do clube. Se tiver que ficar, vou permanecer feliz. Mas, se tiver que sair para ajudar o Atlético em termos financeiros, com certeza, eu vou fazer o que é melhor para o clube e para mim”, finalizou.

*Especial para a Gazeta Esportiva

Fonte: Gazeta Esportiva

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