A paralisação dos Estaduais deixou os clubes brasileiros em situação, no mínimo, delicada, principalmente os que não fazem parte da chamada nata do futebol e que disputam divisões abaixo da Série A. É o caso do Paysandu, incluído na Série C e que a cada dia vê sua situação financeira ficar mais agravada. Sem as rendas dos jogos, uma de suas principais receitas, o Papão, assim como os demais clubes do mesmo porte, também perde dinheiro em outras fontes de arrecadação. O projeto Sócio Bicolor, por exemplo, sofreu uma grande queda, com muitos torcedores deixando de pagar suas mensalidades.

Destino do Parazão ainda segue em pauta

 


Além da queda na arrecadação do Sócio Bicolor, outros projetos do clube estão sendo prejudicados pela pandemia da Covid-19, que fez a economia mundial sofrer um inesperado desaquecimento. A própria venda de material esportivo oficial, feito pelas Lojas Lobo, também tem convivido com a baixa saída de produto. A campanha em favor das obras de construção do Centro de Treinamento bicolor, que fixou uma arrecadação de R$ 1 milhão, está bem longe de seu objetivo. Até ontem, de acordo com o site do clube, apenas R$ 17.400,00 tinham sido depositados na conta do projeto.

APELO

A dificuldade financeira enfrentada pelo Papão levou o técnico Hélio dos Anjos a apelar ao torcedor para que este não deixe de pagar a mensalidade do programa de fidelidade. O treinador ressaltou em seu pedido a importância dessa fonte de receita para o clube. “O seu apoio é fundamental para o clube, principalmente, neste momento que estamos atravessando agora. Mantenha as suas mensalidades do Sócio Bicolor em dia”, salientou Dos Anjos, que conta com grande prestígio junto a Fiel, em que pese não ter conseguido levar o time à Série B do Brasileiro deste ano.

O treinador, ainda em seu apelo, destacou a paixão que o torcedor bicolor sempre demonstrou pelo clube do coração. “Mostre o grande amor que você tem pelo Paysandu. O Paysandu precisa de vocês”, completou o técnico, que cumpre a quarentena em seu apartamento no bairro de Fátima, em Belém, ao lado de sua esposa. O treinador, com 62 anos de idade, faz parte do chamado grupo de risco. Assim como Dos Anjos, todos os demais integrantes do elenco do Paysandu seguem confinados em suas residências, mas trabalhando na manutenção da forma física.

Bruno Collaço fica

Em contato com o Bola, “o Paysandu Sport Club esclarece que, ao contrário do que foi publicado por este jornal, no último dia 9, não faz parte dos planos do lateral-esquerdo Bruno Collaço sair do clube. O atleta tem contrato até o final desta temporada com o Paysandu, está totalmente adaptado à cidade, é identificado com a torcida e está muito feliz na Curuzu”, diz o texto.

 (DOL)