Há algum tempo atrás, no Clube do Remo, os atletas oriundos da base eram alvos de questionamento. Um dos fatores ligados à desconfiança com os pratas da casa seria a concepção de que os jovens deveriam mostrar resultados de forma imediata dentro de campo, principalmente pela situação do time. E a descrença acabou se prolongando com a chegada de treinadores que preferiam trazer jogadores de fora do que aproveitar os de dentro, e proporcionar a devida adequação para os jovens.

Entretanto, nunca a base do grupo azulino foi tão usada e elogiada quanto nesta edição. E o motivo para esse aproveitamento se atribuiu muito ao ex-treinador da equipe, Josué Teixeira. Mas, com a demissão de Josué na última segunda-feira (12), quando foi substituído por Oliveira Canindé, as dúvidas sobre a utilização dos jovens jogadores voltou a imperar pelos lados do Baenão. O atacante Jayme, cria azulina, e que teve um grande espaço com Teixeira, realça a importância que o ex-técnico teve em sua passagem pelo Clube de Periçá. “É um treinador que dispensa comentários. Excelente caráter e que deu várias oportunidades para vários garotos, assim como eu. Fico muito feliz com a passagem dele, e de ter dado a chance para a gente mostrar o nosso valor”, reconheceu o atleta.

PAPEL RELEVANTE


O zagueiro Igor João, outro jogador que migrou da base para o profissional, destaca como as revelações do Clube do Remo, que antes acabam sendo ignoradas, tiveram um papel de relevância desde o começo da atual temporada. “É gratificante você ter apoio, ainda mais quando se é jovem e veste a camisa de um time grande, como o Remo. Nós, que viemos da base, tivemos esse cuidado e conseguimos corresponder dentro de campo”, avalia. “Foi uma surpresa desagradável a saída do Josué, um cara querido e respeitado, que teve a paciência de trabalhar conosco”, disse o zagueiro, agradecido.

HORA DE MOSTRAR SERVIÇO

O novo técnico do Clube do Remo, Oliveira Canindé, demonstrou estar ciente do trabalho de boa parte dos atletas e disse, no decorrer da semana, que todos os jogadores, exibindo garra e determinação, terão vez no time. Assim, o versátil jogador Tsunami, também formado nas categorias de base do Mais Querido, acredita que esse momento é ideal para a molecada mostrar serviço. “Todos puderam ver que temos potencial. Na verdade, sempre que o clube precisou, nós sempre demos conta”, disse o polivalente atleta.

OLHO NA CHANCE

Seguindo essa linha, Igor João, promete não deixar esse momento escapar, agora com a nova fase, sob o comando de Canindé. “Com a troca de treinador, temos de continuar com o trabalho, pois eu trabalho forte para jogar sempre”, garante. “Sendo assim, tenho certeza que o meu talento vai fluir e vou poder ajudar ele nesse começo de trabalho com o Remo. Vou pegar todos os conselhos para melhorar sempre o meu lado profissional”, promete o zagueiro.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)