Depois da partida realizada na noite da última quarta-feira (23), no Estádio da Curuzu, o técnico Márcio Fernandes analisou o desempenho do Paysandu diante do Tapajós, na vitória por 1 x 0, que culminou com a classificação da equipe para as semifinais do Campeonato Paraense. Para o treinador a evolução do atleta tem sido constante ao longo dos jogos.

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“Ele tem melhorado bem o posicionamento. Quando ele chegou era outro, não dizendo que era certo ou errado, é o que eu acho que é melhor. Trabalho para que ele possa se posicionar da forma como pretendo que um centroavante faça. Sempre foi um jogador que lutou muito e agora está conseguindo fazer os gols para nossa equipe. Hoje tem a entrada do Henan que também melhorou bastante fisicamente, então o grupo está entendendo que o grupo é forte e independente de quem entra, isso não muda a característica do time”, afirmou. 

Embora tenha sido um dos destaques do jogo, Danrlei precisou ser substituído no segundo tempo. Aos 29 minutos, depois de lançamento do goleiro bicolor Elias Curzel aos pés de Danrlei, ele saiu com velocidade rumo ao gol, deu um “drible da vaca” no zagueiro Douglas, que se recuperou e deu uma cotovelada no atacante do Paysandu. O jogador do Boto não chegou nem a ser advertido pelo árbitro Dewson Fernando Freitas. Já o atacante do Papão precisou ser encaminhado a um hospital para fazer exames tomografia no crânio e na face, e passa a ser dúvida para o jogo de ida contra o Águia, em Marabá.

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“Acho que o Dewson Fernando estava um pouco encoberto no lance, mas o bandeira estava de frente. Está faltando apoio de quem está bandeirando e de quem é o quarto árbitro. Teve um lance no meio ali que nosso jogador foi agredido e o quarto árbitro estava de frente, não falou nada. Se ver o lance do Danrlei, o zagueiro do Tapajós deu um soco na vista dele, houve um corte profundo. O cara falou que não foi nada, e o corte que apareceu, ele disse que bateu no chão”, criticou o treinador, que hoje completa mais um ano de vida.

Vindo de duas goleadas sofridas com placar elástico de quatro gols (contra Castanhal e CSA) e uma vitória apertada em que tomou três gols (para o Tapajós), Márcio Fernandes realizou várias modificações na equipe para o duelo de conta na segunda fase do Parazão. Além da volta de João Paulo na lateral esquerda, na vaga de Patrick Brey, o time também veio com Heverton na vaga de Marcão, Micael no posto de Bileu, Serginho no lugar de Dioguinho. Além dessas mudanças na equipe titular, Robinho retornou ao time no decorrer da disputa após um período de lesão. Fernandes destaca o rendimento dos atletas.

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Foi importante ele (Robinho) ter entrado na partida, participou, ganhou ritmo e sentiu confiança na recuperação. Logo vai estar em condições de nos ajudar. O Serginho também hoje entrou e foi bem, dentro daquilo que pode nos ajudar para que ganhássemos o meio de campo por ter um melhor passe. Claro que ainda está um pouco fora de ritmo, mas mostrou que pode acrescentar muito para o time. O Herverton também no momento que a gente precisava, haja visto que o Marcão se abateu um pouco na derrota contra o CSA e em um primeiro momento cometeu algumas falhas, o Bileu também saiu para a entrada do Micael”, avaliou.

Outro ponto ressaltado por Márcio Fernandes na entrevista foi com relação ao desempenho da equipe no jogo que marcou o retorno bicolor ao estádio da Curuzu, após quase um mês de jogos disputados longe de sua casa. Márcio pontua algumas correções no time e também afirma que o time sentiu significativo impacto na desclassificação ocorrida após a goleada contra o CSA, pela segunda fase da Copa do Brasil. Com a classificação para a semifinal do Parazão, o técnico espera que o time volte a ter os mesmos rendimentos apresentados no início da competição.

“Melhoramos o ataque a bola, pressão coisa que depois do jogo contra o CSA – e eu não vou ser hipócrita aqui pra dizer não, mas o time se abateu bastante e não esperávamos aquele placar tão delatado e eu pontuei a eles alguns lances decisivos com o Danrlei que nós poderíamos ter saído com o 4 x 3 e não teríamos sentido tanto. Já contra o Castanhal, fomos prejudicados pelo gramado que estava muito ruim, não é uma desculpa, mas foi o que aconteceu. Também jogamos com o time B. Já hoje voltamos a crescer e agora acreditamos que isso possa continuar dentro da competição”, finalizou.

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