Um dos elementos fundamentais que compõem um ídolo no futebol é o seu legado e isto é construído por meio de conquistas memoráveis, desempenhos consistentemente impressionantes e contribuições significativas para o clube.

Na história recente do Clube do Remo, este ídolo é o goleiro Vinícius, que chegou ao Baenão em 2017 e, após sete temporadas, está de saída do Leão Azul, mas de uma maneira nada agradável. Na trajetória, grandes defesas em momentos decisivos, títulos, respeito e a admiração dos torcedores.

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Mas por que Vinícius sai de uma maneira tão conturbada do Remo? Após anos como titular e capitão absoluto, onde atuou em 258 partidas, ganhando um tricampeonato paraense e uma Copa Verde, ele não atuou em nenhuma partida em 2024.

O DOL conversou com algumas fontes internas do Leão Azul para entender os detalhes do porquê do Remo não querer renovar até o final do Campeonato Paraense com o goleiro – visto que o contrato atual se encerra no próximo dia 29 de fevereiro, quinta-feira.

Confira os pontos cruciais.

A saída de Vinícius só aconteceria se a equipe vencesse o Águia de Marabá no último domingo (que foi o que aconteceu), já que o time e o técnico Ricardo Catalá estavam sob pressão após a eliminação precoce na Copa do Brasil.Caso o time perdesse, o Leão iria adiar o anúncio da saída por saber que o clima estaria ainda mais desfavorável.Vinícius foi “enquadrado” por parte do elenco remista na última sexta-feira (23), que disse que ele estava atuando nos bastidores contra os próprios companheiros e comissão técnica.Ricardo Catalá estaria incomodado com a vida dupla do camisa 1, que além de goleiro é vereador em Belém e isto influenciava na decisão de não colocar Vinícius para jogar.Catalá se incomodou com o privilégio do goleiro treinar separado do elenco em 2023 por conta dos compromissos na Câmara Municipal de Belém. Isso teria causado um desgasteVinícius tinha poder de decisão na Era Fábio Bentes e isso acabou quando começou a gestão do atual presidente, Tonhão. Vinícius não gostou nenhum pouco da decisão de Ricardo Catalá de não ser mais utilizado no gol azulino e sabia da decisão do técnico de não querer mais ele no elenco.O preparador de goleiros, Juninho, saiu em defesa de Vinícius e disse que ele era o mais preparado para seguir no gol, porém Ricardo Catalá tinha o aval de Tonhão e Sérgio Papellin, executivo de futebol.Parte do elenco não concordava com o que estava acontecendo com o goleiro e por isso o vestiário não tinha o melhor clima.Vinícius estuda ações judiciais contra o clube, mas isso continua sendo analisado pelo staff do jogador.

O Clube do Remo entra em campo nesta quarta-feira (28), onde irá enfrentar o São Francisco, em jogo atrasado da sexta rodada do Campeonato Paraense. A diretoria azulina irá fazer uma homenagem ao jogador, que não terá jogo de despedida e pode não comparecer.

O staff de Vinícius planeja uma coletiva de imprensa na próxima quinta-feira (29), último dia de contrato com o Filho da Glória e do Triunfo, onde irá falar sobre o desligamento do goleiro do clube e esclarecer o que vinha acontecendo nos bastidores.

 

 

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