O Remo está no seleto grupo dos cinco times que menos empataram na competição. Foram seis empates até a rodada nº 24, mesma quantidade do Coritiba e um a mais que Botafogo, CSA e Confiança, os que menos tiveram jogos encerrados em igualdade. É um expressivo sinal de eficiência na dura e equilibrada disputa da Série B.

No sistema de pontos corridos, quem empata menos em geral se sai bem. Há exceções, obviamente – caso do Confiança, que empatou pouco, mas perdeu muito. Não funciona como ciência exata e imexível, mas configura uma tendência óbvia. Afinal, matematicamente, vale mais vencer uma e perder outra do que empatar duas partidas.

O Guarani, adversário do Leão hoje à tarde, empatou oito, mas compensou ganhando 10 partidas (uma a mais que os azulinos) e perdendo somente seis vezes – o Remo perdeu nove. Caso queira aumentar a marca de vitórias, o time paraense terá que funcionar bem principalmente no meio-de-campo. Um empate, porém, não seria tão ruim assim.

Por uma razão simples: é por ali que o Guarani tem conseguido se impor aos adversários, assegurando uma campanha sólida – quinto lugar, 38 pontos – desde as primeiras rodadas. Por coincidência, o paraense Rodrigo Andrade é um dos destaques no setor. Tem atuado como volante avançado, ajudando nas manobras de ataque.

Rodrigo compõe um setor que às vezes joga com até cinco peças, incluindo Bruno Silva, Julio César, Andrino e Bruno Sávio. Contra a Ponte Preta, na rodada passada, o time não foi bem, ficou muito preso à marcação e chegou a ser dominado em vários momentos pela Macaca.

A excessiva preocupação com o meio é ao mesmo tempo uma virtude e um fardo para o time do técnico Daniel Paulista, pois enfraquece o ataque. O Remo precisará igualar a batalha no meio e capacidade para furar a linha de marcação. Seria o jogo ideal para Victor Andrade, que não joga para cumprir suspensão. Lucas Tocantins pode se encarregar da tarefa.

O Leão pode ter o retorno de Romércio à zaga, embora a dupla Jansen-Marlon tenha atuado bem nas duas vitórias consecutivas, sobre Vitória e Avaí. No meio, Pingo segue substituindo a Anderson Uchoa.

Um nome vem se destacando após as últimas rodadas. É o lateral esquerdo Raimar, contratado ao Atlético-PR e que tem substituído a Igor Fernandes com regularidade e alguns ganhos, como a capacidade de marcar e subir ao ataque.

Na frente, o Remo terá Lucas Tocantins, Gedoz e Mateus Oliveira, mas Jefferson, Rafinha e Renan Gorne são opções para o decorrer da partida. O confronto em Campinas pode também marcar a estreia do meio-campista Neto Moura.


Em 11º lugar com 33 pontos, o Remo só pode ser alcançado na rodada pelo CSA, que tem 32 pontos e enfrenta o Botafogo na quinta-feira, em Maceió.

 

 

Tempo é maior aliado do Papão para a 2ª fase

 

Ao desembarcar sorridente e feliz, após o triunfo sobre o Altos-PI e a conquista da classificação antecipadamente – pelo empate entre Manaus e Ferroviário –, o técnico Roberto Fonseca já estava certamente projetando os próximos passos do PSC na Série C.

Mais do que o jogo de sábado contra o Manaus, em Belém, Fonseca deve estar de antenas postas na estreia do time na segunda fase do campeonato, no dia 3 de outubro, provavelmente.

Até lá, serão duas semanas de preparação e ajustes. E é fato que o PSC precisa de muitas correções para se tornar realmente competitivo numa etapa que é bem mais exigente do que foi a disputa dentro do Grupo A.

Haverá tempo também para recondicionar jogadores importantes, como Marlon e Danrlei, a fim de não ficar refém da pouca agressividade dos homens de frente, situação que quase comprometeu a reação diante do Altos no último sábado.

Para um ataque que tem sido entregue a Rildo e Grampola (ou Tiago Santos), o PSC precisará muito da habilidade de Marlon e da mobilidade de Danrlei, mesmo que este ainda não tenha sido notado pelo próprio Fonseca.

 

 

Cacaio e o Castanhal merecem respeito

 

Não foi o desfecho esperado, mas muita gente tem aproveitado a frustrante eliminação do Castanhal na Série D para desvalorizar o trabalho realizado pelo técnico Cacaio e o esforço da diretoria para dar ao elenco qualidade e experiência. Nem tudo deve ser considerado errado numa campanha que teve grandes méritos.

O formato de disputa da Série D não favorece quedas de rendimento nas fases eliminatórias. É visível que o Castanhal padeceu de fadiga técnica (agravada pela perda do meia Fazendinha) no mata-mata. O time teve trajetória impecável na primeira etapa, mantendo-se invicto por 14 jogos.

O Castanhal era pintado como franco favorito ao acesso e derrapou nas curvas decisivas, sem conseguir superar o Moto Clube. Mas, aos que criticam Cacaio, é bom lembrar que foi ele que levou o Remo ao acesso à Série C em 2015, objetivo que o clube perseguia há vários anos.

 

 

Bolsa Talento da Seel beneficia 94 atletas

 

A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) já iniciou o pagamento dos 94 contemplados com o programa Bolsa Talento – Ano Base 2017, com as quatro primeiras parcelas. O benefício será pago em 12 parcelas. A partir do programa, tem sido possível manter e aumentar o número de atletas que representam o Pará em competições regionais, nacionais e internacionais.

O critério para se tornar atleta do programa é o ranking montado a partir dos relatórios enviados pelas federações à Seel, gestora do programa.