O futuro da final da Copa Libertadores de 2026 permanece envolto em incertezas jurídicas. O Flamengo questiona a regularidade da participação do zagueiro Marcos Rojo na semifinal contra o Estudiantes, disputada em outubro no Maracanã.
A Conmebol já rejeitou o protesto rubro-negro, mas o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) ainda não concluiu o julgamento definitivo sobre a situação do defensor argentino.
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O zagueiro Rojo foi contratado pelo Estudiantes depois do encerramento da janela de transferências na Argentina. O clube de La Plata perdeu peças fundamentais da defesa e buscou reforços para a etapa decisiva da competição continental.
A Associação de Futebol Argentino autorizou a inscrição de Rojo no campeonato nacional, com base em uma exceção vinculada à lesão do atleta Gabriel Neves.
A Conmebol, porém, recusou inicialmente a inclusão do defensor na lista de jogadores habilitados para a Libertadores. O Estudiantes recorreu ao CAS, que concedeu uma medida provisória para permitir a atuação de Rojo na semifinal.
Com esse respaldo judicial, o zagueiro entrou em campo no jogo de volta, realizado em 22 de outubro no Rio de Janeiro. O duelo terminou empatado em 0 a 0, e o clube argentino garantiu a vaga na final nos pênaltis.
Decisão da Conmebol e resposta dos clubes
Em 28 de outubro, a Comissão Disciplinar da Conmebol recusou integralmente o protesto apresentado pelo Flamengo. O órgão considerou válida a participação de Rojo, pois o jogador atuou amparado por uma ordem judicial provisória.
A entidade não reconheceu irregularidade na conduta do clube argentino. O Estudiantes celebrou a decisão com uma publicação dirigida à sua torcida.
O Flamengo, por sua vez, comunicou que recebeu o resultado com tranquilidade e que manteria vigilância sobre os desdobramentos no CAS.
O clube carioca afirmou respeitar as instituições envolvidas e reiterou seu compromisso com os regulamentos da competição.
O que ainda será julgado pelo CAS?
O tribunal esportivo concedeu apenas uma autorização provisória ao Estudiantes, sem encerrar a análise completa do caso.
Os árbitros do CAS ainda precisam examinar os argumentos apresentados pelas partes e emitir uma decisão definitiva sobre a legalidade da inscrição de Rojo.
Especialistas em direito esportivo consultados pela imprensa avaliam que a medida provisória dificulta uma punição retroativa ao clube argentino.
Uma eventual decisão contrária ao Estudiantes poderia gerar dois cenários distintos:
- Restrição à participação de Rojo na final, sem alteração da classificação já conquistada;
- Revisão da situação regulatória do atleta para futuras competições.
A possibilidade de o Flamengo substituir o adversário na final dependeria de uma reversão nas decisões que sustentam a classificação do clube argentino, algo que especialistas consideram improvável diante da autorização provisória já concedida.
Precedentes e argumentos jurídicos
O Flamengo citou casos anteriores para fundamentar seu protesto. Santos e Chapecoense perderam resultados em competições continentais por irregularidades na escalação de atletas.
O regulamento disciplinar da Conmebol, em seu artigo 19, prevê derrota por 3 a 0 para equipes que utilizem jogadores em situação irregular.
O caso de Rojo, contudo, difere dos precedentes citados em um ponto central: a existência de uma ordem judicial expedida pelo CAS antes da realização da partida.
Esse elemento foi determinante para a Conmebol validar a participação do zagueiro e rejeitar o pedido rubro-negro.
Final marcada para 28 de novembro em Montevidéu
Palmeiras e Estudiantes seguem confirmados como finalistas da Libertadores 2026. A decisão ocorrerá no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
A Conmebol manteve a programação da partida após a rejeição do protesto do Flamengo. O prazo para o clube carioca recorrer à Comissão de Apelações da Conmebol era de sete dias, com pagamento de taxa de 3 mil dólares.
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A imprensa brasileira informou que o Flamengo optou por não apresentar esse recurso interno. A diretoria decidiu acompanhar apenas o processo em andamento no CAS, cujo desfecho não tem data definida para ocorrer.

















