Enquanto o calendário do futebol brasileiro será interrompido para a disputa da Copa do Mundo de 2026, os bastidores prometem movimentação intensa em Belém. Durante a pausa, o Pará estará no centro de uma ampla força-tarefa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que incluiu o Mangueirão e o Baenão no cronograma nacional de vistorias técnicas para a implantação do novo sistema de licenciamento obrigatório de estádios.
O assunto ganhou destaque durante a segunda reunião com clubes das Séries A e B para a criação da Liga Futebol no Brasil, realizada na última segunda-feira (25), no Rio de Janeiro. A vistoria faz parte do novo Regulamento de Infraestrutura do Campeonato Brasileiro, apresentado pela CBF a clubes. A proposta prevê a criação de exigências técnicas que deverão ser cumpridas por estádios de competições nacionais a partir de 2027.
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Para o Clube do Remo, a inspeção chega em um momento simbólico. De um lado, o futebol paraense acumula avanços importantes em infraestrutura, com o Mangueirão consolidando protagonismo nacional. Do outro, o Baenão segue sob observação após recentes críticas relacionadas às condições estruturais e ao gramado.
Entre avanços e críticas
No caso do Mangueirão, o estádio chega ao processo com um importante trunfo tecnológico. A arena se tornou a primeira da região Norte a receber a tecnologia de impedimento semiautomático, utilizada para auxiliar a arbitragem na marcação de lances de impedimento. Ao todo, 28 equipamentos já foram instalados nos lados A e B, sob a cobertura do estádio.
A implantação integra o projeto da CBF para modernizar os principais palcos do futebol brasileiro, inicialmente com foco em partidas da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. O avanço coloca o Mangueirão em um novo patamar de adequação tecnológica, reforçando sua condição de uma das arenas mais modernas fora do eixo Sul-Sudeste.
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A estrutura destinada à torcida visitante foi alvo de reclamações recentes de torcedores do Cruzeiro, durante a partida válida pela 13ª rodada do Brasileirão, em abril. Torcedores utilizaram as redes sociais para criticar as condições do setor após partida contra o Remo. Em uma das publicações, um deles classificou o espaço como o “pior setor visitante do Brasil”.
O gramado azulino também esteve no centro das críticas. Após a partida, o técnico cruzeirense Artur Jorge fez duras observações sobre as condições do campo.
O que será avaliado?
Esses pontos devem ganhar atenção especial durante a inspeção da CBF, que avaliará 230 critérios divididos em 11 capítulos técnicos. Entre os principais itens analisados estão segurança, acessibilidade, fluxo de torcedores, qualidade do gramado, iluminação, drenagem e topografia.
As vistorias serão realizadas por uma equipe multidisciplinar de 13 especialistas, com metodologia desenvolvida pela consultoria Arena Events+Venues e já utilizada pela Conmebol em inspeções de estádios sul-americanos.
Após o diagnóstico, a CBF apresentará um relatório com eventuais adequações necessárias. Os clubes terão prazo de um a três anos para se adaptar às exigências.
Para o Remo, o processo pode servir como um divisor de águas. Enquanto o Mangueirão se consolida como referência tecnológica na região, o Baenão terá a oportunidade de transformar críticas em melhorias e avançar rumo aos padrões estruturais exigidos pelo futebol brasileiro moderno. A vistoria poderá definir o quanto o futebol paraense está preparado para atender às novas exigências da elite nacional.


















