No futebol, a chave para o sucesso não reside apenas na escolha do nome certo de um novo técnico, mas sim no acompanhamento e suporte contínuo ao trabalho desse profissional. Contratar um treinador não é uma solução instantânea, mas sim o início de um processo que requer esforço conjunto, comprometimento e ações consistentes tanto dentro quanto fora de campo para garantir a retomada do rumo desejado na competição.

Às vésperas do confronto contra o Paysandu, na próxima sexta-feira (3), às 19h, na Curuzu, pela terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Avaí se encontra justamente diante de uma decisão vital para a sequência de sua temporada em 2024: a escolha do novo técnico, após a demissão de Eduardo Barroca, na última sexta-feira (26), na esteira da derrota por 2 a 0 diante do Santos, em Florianópolis.

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Segundo o jornalista catarinense Rodrigo Faraco, colunista do portal NSC Total, o processo de seleção do novo técnico está ocorrendo em meio à lembrança da troca de comando no início da última temporada, quando a aposta em Gustavo Morínigo não surtiu o efeito desejado.

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Segundo Faraco, o exemplo negativo de Morínigo ressalta a complexidade dessa decisão, demonstrando que não existe técnico perfeito e que um histórico de sucesso não garante necessariamente resultados positivos em um novo ambiente. 

EXEMPLO NEGATIVO DE MORÍNIGO NO AVAÍ

Apesar das credenciais anteriores, a passagem do paraguaio pelo Avaí resultou em dificuldades e uma luta constante contra o rebaixamento, destacando a importância não apenas do currículo, mas também da capacidade de adaptação e gestão de crises.

Após ser anunciado em meados de maio de 2023, Gustavo Morínigo teve uma passagem marcada por altos e baixos no comando do Avaí. Com nove jogos disputados, o técnico acumulou cinco empates e quatro derrotas, deixando o clube catarinense em uma posição desfavorável na tabela da Série B.

A demissão de Morínigo ocorreu em 2 de julho do mesmo ano, após a equipe sofrer uma derrota por 2 a 0 para o ABC-RN. Na ocasião, o Avaí ocupava a 19ª posição na classificação, somando apenas 11 pontos ao longo da competição. A falta de resultados expressivos e a posição delicada na tabela foram determinantes para a saída do treinador paraguaio, que não conseguiu atender às expectativas da diretoria e da torcida do Leão da Ilha.

IMPACTO DO NOVO TREINADOR NA TORCIDA

Além de levar em conta os fatores que contribuíram para o insucesso de Morínigo no clube, o impacto do novo treinador na torcida também é um fator determinante que está sendo considerado pela direção do Avaí.

Nomes como Claudinei Oliveira são descartados devido ao desgaste recente, evidenciando a necessidade de reconhecer não apenas as conquistas passadas, mas também o momento presente e a receptividade do ambiente ao novo comandante. Com um mercado nacional fragilizado, a busca por nomes no exterior se torna uma alternativa cada vez mais atrativa para os clubes brasileiros.

TREINOS FECHADOS

Após a demissão de Eduardo Barroca na última sexta-feira (26), o Avaí iniciou a semana de trabalhos sob a orientação do coordenador técnico Marquinhos. O Leão da Ilha optou por realizar os treinos de forma reservada à imprensa até a próxima quinta-feira (2), antes de sua viagem para enfrentar o Paysandu fora de casa, no dia seguinte.

Com duas derrotas em dois jogos, para Operário-PR e Santos, o Avaí se encontra na 18ª colocação da tabela da Segundona, buscando uma recuperação imediata para evitar maiores complicações ao longo da competição.

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