Com seis clássicos ao longo de seis anos de disputa do torneio, o Re-Pa já se tornou praticamente uma marca da Copa Verde. E seguindo a tradição, Clube do Remo e Paysandu, que carregam a competição nos ombros, em termos de público, desde o seu início, em 2014, voltam a se digladiar, hoje, a partir das 16h, no Mangueirão, pela semifinal do torneio. Será também o Re-Pa de número 750 da história, o que confere ao jogo uma simbologia importante. Além disso, o Papão tem a chance de ultrapassar o Leão em número de gols marcados – a diferença atual é de apenas um gol.

O confronto faz parte da decisão de 180 minutos que apontará o adversário de Cuiabá-MT ou Goiás-GO, que fazem o jogo de volta no dia 24 de outubro. Na ida, o Goiás venceu por 1 a 0, tendo, agora a vantagem do empate na segunda e última partida.


Adversário à parte, a preocupação maior de Leão e Papão, no momento, são os dois clássicos caseiros, que não só colocarão um deles na grande decisão da CV como também proporcionarão bom faturamento aos cofres de cada um na reta final da temporada. Para os torcedores, a conquista do torneio interestadual pode servir de afago depois de seus clubes do coração morrerem praticamente abraçados na Série C do Brasileiro, sem conseguir o objetivo de retornarem à Série B no próximo ano.

Para o Papão, a conquista da CV tem duplo objetivo. Um deles é acabar com o jejum de título até aqui na temporada. Além de ter ficado no meio do caminho no Brasileiro, a equipe bicolor também não logrou êxito no Parazão, ficando na vexatória 4ª colocação na classificação geral da competição, na qual foi superada por Independente e Bragantino, equipes do interior e, portanto, de menor expressão no futebol do estado. Na Copa do Brasil, o tiro no escuro no duelo com o Internacional-RS, pelas oitavas de final, foi previsível, com o Colorado despachando seu adversário.

O Clube do Remo, em contraste com o maior rival, faturou o Estadual, suavizando a insatisfação de seus torcedores com a saída do time na fase classificatória da Série C. A eventual conquista da Copa Verde servirá, pode-se dizer, para fazer com que o “Fenômeno Azul” tenha um final de ano, no mínimo, satisfatório, pois assim como no Brasileiro, o Leão também não conseguiu grandes coisas na Copa do Brasil, fechando sua participação na disputa nacional logo na primeira fase com a derrota, fora de casa, diante do Serra-ES.

Considerada pouco rentável, a Copa Verde, que para azulinos e bicolores tem tido o Re-Pa como “salvação da lavoura”, oferece como principal atrativo o fato do campeão garantir vaga nas oitavas de final da Copa BR. A participação assegura premiação de R$ 2.5 milhões, sem contar o faturamento da bilheteria, e jogo, provável, contra algum clube de ponta do futebol brasileiro. Ou seja, tá valendo e muito.

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