A Globo demitiu o diretor financeiro (CFO) Manuel Belmar após o desempenho da emissora na cobertura da Copa do Mundo de 2026. O executivo é apontado como um dos responsáveis pela estratégia que levou a empresa a abrir mão da exclusividade de transmissão do Mundial.

A informação foi divulgada pela revista Veja. Com a mudança, a Globo passou a dividir os direitos da competição com o SBT e a CazéTV, reduzindo a participação da emissora na audiência dos jogos.

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A decisão de não manter a exclusividade teria partido de Belmar, que ocupava uma posição estratégica na estrutura financeira da empresa. A escolha acabou permitindo a entrada de novos concorrentes na transmissão da principal competição do futebol mundial.

Globo perde participação na audiência

A diferença em relação à Copa do Mundo de 2022 ficou evidente nos números de audiência. Naquele Mundial, a Globo alcançou cerca de 98% do público dos jogos na televisão aberta e 22% na TV paga, com o SporTV, segundo dados do Ibope.


A CazéTV, que havia estreado nas transmissões da Copa de 2022 pelas plataformas digitais Twitch e YouTube, ampliou significativamente sua presença quatro anos depois.

Em 2026, a Globo passou a registrar 82% de alcance na televisão aberta e 15% na televisão fechada. Já a CazéTV saiu de uma participação inexistente na TV em 2022 para alcançar 44% neste Mundial.

Com esse desempenho, a plataforma digital chegou a empatar com o SBT e ficou à frente de outros canais que também transmitiram partidas, como SporTV, GE TV e N Sports.

Como a CazéTV ganhou espaço

A expansão da CazéTV está diretamente relacionada à estratégia da Livemode, empresa responsável pela operação da plataforma.

A companhia mantém parceria com a Fifa desde 2022, quando atuou na comercialização dos direitos da competição. Para a Copa de 2026, porém, a Livemode adquiriu os direitos de transmissão e posteriormente negociou sublicenças com SBT e N Sports.

O movimento mudou o cenário que durante décadas teve a Globo como principal emissora responsável pela transmissão da Copa no Brasil.

Relação entre Globo e Fifa foi abalada

A relação entre Globo e Fifa começou a apresentar dificuldades em 2021, durante a pandemia de covid-19. Naquele período, a emissora buscou renegociar os contratos relacionados às Copas de 2022 e 2026 com o objetivo de reduzir os valores pagos pelos direitos de transmissão.

A situação afetou a relação entre as duas empresas e contribuiu para a mudança no cenário dos direitos de transmissão do Mundial.

Apesar da disputa pelo mercado, a Fifa ainda não definiu qual empresa ou grupo terá os direitos da próxima Copa do Mundo, prevista para 2030.

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