O Vasco terá até R$ 150 milhões de novo crédito autorizado pela Justiça e já tem uma data importante pela frente: 25 de setembro. É quando serão apresentadas as propostas pela nova SAF, responsável pela operação do futebol do clube.
A disputa pelo controle ganha um ingrediente particular com a presença da Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia. O empresário, que é enteado de Leila Pereira, do Palmeiras, poderá participar diretamente da corrida pelo futebol vascaíno e ainda terá uma vantagem prevista no processo.
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A empresa foi definida como stalking horse, modelo em que existe uma proposta inicial para a venda. Assim, se algum concorrente apresentar uma oferta maior, a Almirante terá o direito de cobrir o valor e continuar na disputa pelos 90% da nova estrutura.
O cenário também ficou menos turbulento após o entendimento entre Vasco e 777 Carioca. As partes chegaram a um acordo amigável em arbitragem, e a empresa deixou de se opor à criação da nova SAF e à transferência do comando do futebol.
Quem quiser assumir o negócio, porém, terá de colocar dinheiro na mesa antes mesmo da definição. A Justiça estabeleceu caução de R$ 27 milhões, garantia bancária para as dívidas renegociadas e retenção dos valores investidos caso o vencedor desista por decisão própria.
Enquanto a disputa avança, o novo crédito serve para aliviar uma conta que preocupa o clube. As projeções indicavam um saldo negativo de aproximadamente R$ 200 milhões até o fim de 2026 sem novas entradas.
Entretanto, um detalhe animador para o torcedor vascaíno é que Lamacchia apresentou uma proposta de investimento de mais de R$ 3 bilhões para a compra da SAF.
Por enquanto, o empréstimo será liberado gradualmente, conforme a necessidade, e a Justiça também confirmou a regularidade de 61,8% dos empréstimos anteriores, destinados a despesas do futebol e pagamentos de credores.

