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Torcedor mirim passa um dia no Baenão ao lado do elenco remista

Belém, Pará, Brasil. bola. Treino da equipe do Remo, em preparação para o jogo contra o moto clube do Maranhão no próximo sábado em belém- Com garoto Fernando dias Leandro Silva. 28/08/2017. Foto: Marco Santos / Diario do Pará.

Em meio à reapresentação dos jogadores azulinos, chamava atenção a presença de um único e minúsculo atleta trajando a camisa branca. Fernando Loyola Dias, 9 anos, entrou em campo com os jogadores do Remo no jogo contra o Salgueiro-PE, no primeiro turno. Na ocasião, fez amizade com Karina, esposa de Leandro Silva, que manteve o contato com a família do menino e a promessa de fazer ele conhecer os jogadores e participar de um treino no Baenão. Esse dia chegou ontem. “Quando confirmamos que ele vinha pro treino, ele ficou eufórico. Falava pra todo mundo em casa e na família ‘estou realizando o sonho da minha vida!’” detalha a mãe do menino, Fernanda Loyola, 38, pedagoga.

O filho trocou chutes e cobranças de penalidade com o zagueiro Leandro Silva. “Eu sempre gostei de crianças. Quando eu era criança não tive uma relação tão afetiva com o meu pai, ele era sempre muito rústico e rude, então prometi a mim mesmo que, sempre que possível, ia oferecer a elas uma atenção melhor do que a que eu recebi”, comentou o zagueiro, pai de uma menina de 2 anos de idade.

VIROU AMIZADE

Leandro diz que ficou encantado com o jeito educado e atencioso do menino. “Ele ganhou um amigo para o que precisar na vida. Se for para ser um atleta, como ele disse que sonha, ou outra coisa, vamos estar aqui à disposição”, prometeu Leandro.

Visita motiva e mostra responsabilidade na Série C

Após mostrar perícia acertando alguns chutes na trave do Baenão, o menino Fernando Dias ganhou o carinho dos jogadores e comissão técnica e disse que sai encantado com a experiência. O pequeno torcedor afirma que não tem um jogador predileto, mas um para cada posição, citando Leandro Silva, o lateral-esquerdo Gerson, o goleiro Vinícius os meias Flamel e Eduardo Ramos.

Mas o torcedor mirim dá seu pitaco. “Acho que o time fica melhor quando eles (Flamel e Ramos) não jogam na mesma posição. Os dois juntos no meio deixa tudo meio confuso”, avalia.

Dono de uma inteligência diferenciada para a pouca idade, Fernando desde os 4 anos, toca bateria e lê livros em um ritmo frenético. Leu e resenhou 56 livros no último ano, ganhando um prêmio em sua escola. Futebol e música dividem o coração do pequeno azulino. “A música e o futebol são dons que Deus me deu. Espero, futuramente, poder fazer justiça a esses dons. Se não como músico, como atleta”, diz.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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