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‘Sonhar não custa nada’: verso do Carnaval embala Palmeiras

Em um futebol cada vez mais pragmático, onde estatísticas e algoritmos dominam as pranchetas, sobra pouco espaço para o improviso, a emoção e o sonho. Mas o Palmeiras de 2025 resolveu seguir por outro caminho.

No embalo de um samba-enredo histórico da Mocidade Independente de Padre Miguel, que marcou o Carnaval de 1992, o clube alviverde encontrou uma espécie de hino informal que vem embalando sua campanha no Mundial de Clubes: “Sonhar não custa nada, o meu sonho é tão real”.

O verso eternizado na voz de Paulinho da Mocidade virou mantra entre os jogadores, como revelou o zagueiro Bruno Fuchs após a vitória sobre o Botafogo, por 1 a 0, em solo americano.

“O Abel tem falado muito para sonharmos. E sonhar não custa nada (risos). Vamos seguindo esse sonho, um jogo atrás do outro, sempre pensando no presente, no próximo jogo”, contou o defensor.

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Fuchs ainda destacou o peso emocional do confronto contra outro clube brasileiro. “Obviamente que a carga emocional contra um clube brasileiro é mais difícil. Ninguém quer vir aqui e perder para um clube brasileiro, ainda mais o Botafogo, que pegou no nosso calcanhar ano passado. Estamos felizes com a classificação e foi como eu falei: é seguir sonhando”.

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ABEL PREGA ESPERANÇA E COMPROMISSO

O responsável por introduzir esse tom lírico ao ambiente competitivo do futebol foi o técnico português Abel Ferreira, que tem insistido em um discurso pautado pela esperança, mas também pelo compromisso.

“Não vamos ganhar sempre. Não éramos os piores porque empatamos com o Miami e fizemos uma excelente segunda parte. Nem agora somos os melhores porque fizemos um jogo muito bom tecnicamente, taticamente, mentalmente. (…) Também lhes disse que é importante competirmos com paixão e jogarmos com amor, porque em determinados momentos nós esquecemos”, declarou.

“ACHO QUE DÁ”, DIZ INTÉRPRETE

Do outro lado da história, Paulinho da Mocidade se emocionou ao saber que sua interpretação continua ressoando 33 anos depois. Em entrevista ao UOL, ele relembrou a força cultural da canção.

“Esse nosso samba já foi prova de redação na rede pública, municipal e estadual. Em segundo lugar, naquele período de 92, 93 e 94, se tornou o hino da torcida do Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Corinthians… Tudo quanto é time cantava no Brasil. Muita gente usou essa frase como jargão, para você ver o poder da música. São 33 anos e não para”.

Apesar de vascaíno, Paulinho não escondeu a simpatia pelo momento vivido pelo Palmeiras.

“Eu acho que dá. Palmeiras é um time muito veloz, muito bem treinado. O Paulinho tem entrado muito bem. O Vasco perdeu esse menino. Ele queria voltar, mas o Vasco não tinha dinheiro. Mas o Palmeiras está muito bem e sonhar não custa nada, ou quase nada”, brincou, fazendo alusão ao refrão imortalizado no carnaval carioca de 1992.

CONFIRA A LETRA DO SAMBA DA MOCIDADE:

“Sonhar não custa nada! Ou quase nada” (Mocidade Independente de Padre Miguel – 1992)

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