No dia dos namorados, celebrado nesta sexta-feira (12), o amor não envolve apenas a pessoa amada. Em alguns casos, os times de futebol estão presentes diariamente na vida do casal, que dividem as emoções ao torcer para o time de coração, juntos.
E foi justamente uma camisa azulina que uniu Jefferson e Ellen, um casal que reencontrou em uma academia após perderem contato. “Antes nós éramos vizinhos, mas perdemos contato quando depois de algum tempo nos reencontramos em uma academia de Belém. Nos aproximamos e o pedido de namoro veio com esse presente que foi a camisa do Remo”, relembra Jefferson.

Para o casal azulino, o jogo do Leão Azul é compromisso sério, hora sagrada, com direito a partida especial. “Jogo do Leão é compromisso marcado na agenda. Marcamos nada com a família e amigos e o nosso jogo especial foi a estreia do Leão no Parazão, contra o Tapajós, com gol nos acréscimos. Ali foi emoção pura”, continua Jefferson.
PAYXÃO
Não se trata de ironia do destino, mas Eduardo e Isabelle acabaram tendo um cenário parecido ao se olharem pela primeira vez. Foi justamente na academia onde o então professor e aluna começaram a viver uma história de amor em azul e branco. “Nos conhecemos na academia, e a gente acabou se tornando amigos e o Paysandu acabou nos unindo cada vez mais, até ao ponto de nos unir e tornamos um casal feliz”, relata Isabelle.
Para o casal bicolor, os jogos do Papão são anotados a risca na agenda, mas um em especial não sai da cabeça. “Acompanhamos a tabela de jogos do Paysandu e anotamos na nossa agenda como um compromisso inadiável. Cada jogo é especial, mas o jogo entre Paysandu X CRB-AL de 2018 foi o nosso primeiro contato juntos com o Paysandu”.
Apesar da rivalidade, os casais fazem uma torcida só: que possam voltar aos estádios e apoiar os seus clubes após o fim do coronavírus, que causou a paralisação do Campeonato Paraense desde março. Um desejo compartilhado dos dois lados da Almirante Barroso.
“É uma sensação horrível sem poder ir pro estádio torcer pelo nosso time. O orgulho de ser remista só aumenta assim como a saudade de ver nosso time do coração jogar”, afirma Ellen.
“Estivemos juntos dando apoio aos familiares, mas sempre de olho nas notícias do Paysandu pela internet e redes sociais. Até num momento como esse a gente procura ajudar o clube, com ações e vendo jogos marcantes do clube e logo estaremos de volta a Curuzu”, finaliza Eduardo.
(DOL)