A Supercopa Grão-Pará, qie acontece neste domingo, 18, marca o início de uma iniciativa inédita no futebol brasileiro: a Parada pelo Clima, lançada pela Federação Paraense de Futebol (FPF) em parceria com o Terra F.C.

A ativação estreia no confronto entre Clube do Remo e Águia, às 17h, no Estádio Olímpico do Mangueirão, e passa a acompanhar as partidas do Campeonato Paraense 2026, ampliando o alcance da pauta ambiental dentro das competições locais.

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A proposta é simples e direta: renomear oficialmente a parada médica de hidratação, trazendo à tona o motivo real da interrupção. O aumento das temperaturas e os efeitos das mudanças climáticas já impactam o rendimento dos atletas, a saúde do público e a dinâmica dos jogos.

Durante a pausa, o estádio e as transmissões recebem mensagens informativas que conectam o calor extremo às transformações climáticas, convertendo um momento técnico do jogo em um espaço de reflexão coletiva.

A iniciativa posiciona o futebol paraense como referência nacional ao incorporar, de forma recorrente, a discussão sobre clima, saúde e sustentabilidade dentro do calendário esportivo.


“O futebol paraense sempre teve uma relação muito próxima com o seu território, com o clima e com as pessoas. A Parada pelo Clima é uma ação pioneira que reforça o papel da Federação Paraense de Futebol como agente de inovação e responsabilidade dentro e fora de campo”, destacou Ricardo Gluck-Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol.

Para Laura Moraes, diretora do Terra F.C, dar nome à pausa é também dar visibilidade a um tema que já faz parte do cotidiano do esporte, mas raramente é tratado de forma explícita com o público.

“Ao dar nome a essa pausa, o futebol paraense abre espaço para conversar com as torcidas de forma simples e sem tabu sobre mudanças climáticas. Isso envolve a saúde dos atletas, a experiência dos torcedores, os horários de treinos e partidas e está diretamente ligado ao futuro do esporte”, ressaltou.

Após o lançamento na Supercopa, a Parada pelo Clima seguirá presente ao longo do Parazão 2026, com ativações nos estádios e integração à comunicação oficial da competição. A lógica da ação é clara: se o jogo precisa parar por causa do calor, a conversa sobre o clima também precisa acontecer.


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