A poucos dias da decisão da Supercopa Grão-Pará, entre Clube do Remo e Águia de Marabá, e principalmente da abertura oficial do Campeonato Paraense, mais uma vez os tribunais voltaram ao centro das atenções no cenário esportivo estadual. Rebaixado para a segunda divisão estadual, o Independente de Tucuruí entrou com um recurso pedindo a anulação do julgamento ocorrido em 2025 no STJD e ao mesmo tempo solicitando a suspensão do Parazão.

A ação foi protocolada na última quarta-feira (14), por meio do departamento jurídico do clube, e já provoca forte repercussão nos bastidores do futebol paraense. Para alguns, a iniciativa era apenas uma questão de tempo. Para outros, o recurso pode transformar o estadual em uma verdadeira novela jurídica, reacendendo debates recorrentes sobre a judicialização de decisões esportivas.

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No entanto, a Federação Paraense de Futebol (FPF) minimiza os impactos da ação. Em contato com o DOL, o diretor jurídico da entidade, André Cavalcante, explicou que o recurso não determina a paralisação da competição.  “Essa ação determina apenas a anulação do julgamento do STJD. Então vai acontecer um novo julgamento no STJD e, caso transite em julgado, ou não, haverá recursos e afins, mas não manda paralisar campeonato e nem fazer nada. Vamos manter o que está planejado”, afirmou.

Novo formato de disputa

Enquanto a disputa segue nos tribunais, o Parazão segue mantido no calendário oficial e tem início previsto para os dias 24 e 25 de janeiro. A edição de 2026 contará com 12 equipes, divididas em dois grupos, e previsão de encerramento no dia 8 de março. Remo, Paysandu, Tuna Luso, Bragantino, São Raimundo, Águia de Marabá, Santa Rosa, Amazônia Independente, São Francisco, Capitão Poço, Cametá e Castanhal disputam o título estadual e a taça Estrela do Norte.

A competição passou por uma reformulação neste ano, com redução no formato. Os clubes foram distribuídos em dois grupos de seis equipes, enfrentando apenas adversários do grupo oposto, em um modelo que promete um calendário mais enxuto e partidas mais equilibradas. Apesar do imbróglio jurídico, a expectativa da FPF é de que a bola role normalmente, deixando a decisão final para os tribunais esportivos.


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