A gestão de grandes instituições esportivas exige um rigoroso controle de contas e transparência, uma vez que cada centavo gasto reflete não apenas a saúde financeira da entidade, mas também a ética de quem detém o poder de decisão. Quando as despesas pessoais e institucionais se confundem, o caso deixa as arquibancadas e passa a ser decidido nos tribunais, sob o olhar atento da justiça e dos associados que esperam lisura na administração do patrimônio do clube.
O ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, tornou-se réu pelo crime de apropriação indébita após a juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal da Capital, aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.
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A acusação aponta o uso irregular de cartões corporativos do clube entre os anos de 2021 e 2023 para o pagamento de gastos sem relação com a função presidencial, incluindo despesas em salão de cabeleireiro, hotéis, lojas de freeshops e até loja náutica.
De acordo com a denúncia, o valor total das compras atinge 41.822,62 reais em valores corrigidos, e o promotor Cássio Conserino demanda ainda o pagamento de mais de 31 mil reais por danos materiais.
Apesar de aceitar a denúncia, a magistrada indeferiu pedidos de quebra de sigilo e bloqueio de bens por entender que não havia risco comprovado para a instrução criminal.
Lucas Lopes Knupp falou sobre o recebimento da denúncia. “A defesa de Duilio Monteiro Alves informa que tomou conhecimento da decisão judicial que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público, medida que representa o início formal do processo, etapa em que os fatos passam a ser analisados com a garantia do contraditório e da ampla defesa”, afirmou o advogado


















