O espaço abrigará mais de 140 painéis e debates voltados à implementação de ações climáticas.
O governo federal inaugurou o Pavilhão do Brasil, instalado na Blue Zone da conferência do clima, a COP30. O espaço vai abrigar mais de 140 painéis e debates voltados a implementação de ações climáticas com representantes dos mais diferentes setores da sociedade.
Durante a cerimônia, que contou com a presença do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Em sua fala, a ministra Marina Silva frizou que a COP30 é a “COP da implementação”. A titular do Meio Ambiente também lembrou que a conferência deste ano ocorre em um contexto de aumento de eventos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor. Ela ressaltou ainda a necessidade de uma transição energética justa.
“COP da democracia e da participação social”
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou que esta será a COP “da democracia e da participação social”, destacando o protagonismo de mulheres, jovens, povos indígenas, agricultores e moradores das periferias urbanas.
Guajajara anunciou que, pela primeira vez, uma COP conta com mais de 400 indígenas credenciados na Zona Azul, além da criação da Aldeia COP, estrutura montada na Universidade Federal do Pará (UFPA) para abrigar cerca de 3 mil indígenas. “É mais do que um espaço físico — é um lugar de debate, encontro e conexão espiritual”, disse a ministra.
Sônia Guajajara lembrou também que o Brasil voltou a ocupar um papel ativo nas discussões climáticas após seis anos sem representação governamental. “De 2016 a 2022, o pavilhão ficou vazio. Hoje, voltamos com força e diversidade, enfrentando o negacionismo climático e democrático.”

