Para o Clube do Remo, a temporada 2018 tem sido uma verdadeira montanha-russa em campo. Após visualizar o seu vagão despencar com seguidos resultados negativos, o que gerou a eliminação precoce do time nas Copas do Brasil e Verde, o Leão ainda cedeu, momentaneamente, a primeira colocação do grupo A2, ao término da sexta rodada do Parazão. No entanto, parece que finalmente o trilho azulino entrou nos eixos. Em um mês, o grupo engatou sequência de quatro vitórias seguidas, conquistando, além da retomada da liderança da sua chave, o topo geral do certame ao final da fase de grupos, com 22 pontos. Para os jogadores, depois de tantas subidas e descidas, esse é o momento de manter a sintonia em uma única direção: o título.

Nos últimos 30 dias, o Clube do Remo passou por mudanças dentro e fora dos gramados. Após a chegada de Givanildo Oliveira em substituição a Ney da Matta, o time ganhou mais flexibilidade entre as jogadas, assim como compactação entre os setores, que permitiu ao time ter o controle das últimas partidas, mesmo com problemas no elenco, relativo a baixas de jogadores. Contudo, o time ainda está longe da perfeição. Para o zagueiro Mimica, autor do gol que abriu o placar na vitória de 2 a 1 sobre o Cametá, no domingo (18), a busca pela perfeição é contínua, dessa maneira, embora mais aguerrido, o grupo vai trabalhar para evoluir ainda mais.

“O importante é o trabalho. A gente nunca baixou a cabeça independente da circunstância. Ganhando ou perdendo, a gente procura focar, trabalhar todos os dias. Todos os jogos a gente está crescendo cada vez mais. A gente precisa crescer mais ainda, porque a gente quer o melhor, para conquistar o título que é o nosso objetivo”, detalhou o defensor.


Anotando sete gols e sofrendo apenas dois nas últimas quatro partidas, a desenvoltura e a simplicidade são pontos que os atletas destacam nessa ascensão. Bruno Maia, por exemplo, apontou os fundamentos básicos como aliado azulino. “A gente errou tudo o que tinha pra errar. Agora não pode mais. Mas fizemos dos erros lições. É fazer o simples, mas com raça. Manter a posse da bola, trabalhar as jogadas, sem pressa, e marcar em grupo, que o individual vai aparecer. Ganhamos mais uma e vamos trabalhar para vencer de novo”, ponderou o zagueiro.

PARA ENTENDER

Leão foi do inferno ao céu.

– Inferno: Remo 1 x 1 Manaus (14/02 – Eliminação da Copa Verde); Bragantino 3 x 2 Remo (18/02 – 6° rodada Estadual); Remo 1 x 2 Internacional (21/02 – Eliminação na Copa do Brasil);

– Purgatório: Remo 1 x 1 Cametá (24/02 – 5° rodada Estadual).

– Paraíso: Remo 3 a 1 Independente (28/02 – 7° rodada Estadual); Águia 0 x 1 Remo (04/03 – 8° rodada Estadual); Remo 1 x 0 Paysandu (11/03 – 9° rodada Estadual); Cametá 1 x 2 Remo (18/03 – 10° rodada Estadual).

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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