Morreu na noite da última terça-feira (7), em Belém, o ex-jogador de basquete Nelson Maués, um dos maiores nomes da história da modalidade no Pará e ex-atleta da Seleção Brasileira. Ele tinha 81 anos.
De acordo com amigos e ex-atletas, Nelson havia sido submetido a uma cirurgia cardíaca na semana passada e também enfrentava problemas de saúde nos pulmões e nos rins. O estado de saúde se agravou nos últimos dias, e ele não resistiu.
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Nascido em Belém, em 7 de abril de 1945, Nelson Maués é reconhecido como o primeiro atleta profissional do basquete paraense. Ao longo da carreira, construiu uma trajetória marcada por conquistas históricas, tornando-se recordista de títulos estaduais, com 11 troféus.
Pelo Paysandu, conquistou sete campeonatos estaduais, tornando-se o maior campeão da história do clube na modalidade. Também defendeu o Remo, onde igualmente levantou títulos e consolidou seu nome entre os grandes atletas do esporte no estado.
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Em nota de pesar, o Paysandu destacou o legado deixado pelo ex-jogador. “Atleta apaixonado pelo basquete, dirigente esportivo, advogado, escritor e homem de convicções firmes, espírito livre e pensamento independente, Nelson Maués deixa uma história construída com dedicação, amizade, trabalho, amor à família e profundo compromisso com o esporte”, afirmou o clube.
Além da carreira nos clubes paraenses, Nelson Maués também representou o Brasil na Seleção Brasileira de Basquete e, anos depois, chegou a atuar como chefe da delegação nacional durante um Campeonato Mundial disputado em Xangai, levando o nome do Pará ao cenário esportivo internacional.
Legado dentro e fora das quadras
Após encerrar a carreira como atleta, Nelson permaneceu ligado ao basquete e assumiu a presidência da Federação Paraense de Basketball (FPB), contribuindo para o fortalecimento e desenvolvimento da modalidade no estado.
Natural da ilha de Mosqueiro, em Belém, também registrou sua trajetória na autobiografia De Mosqueiro a Xangai. Que viagem é essa?, obra em que relata desde a infância até a carreira esportiva e as experiências internacionais. O livro foi relançado pela Imprensa Oficial do Estado em 2019.
Segundo familiares e amigos, não haverá velório. O corpo de Nelson Maués será cremado.


















